“Seja bendito
o nome de Deus para todo o sempre, porque são dEle a sabedoria e a força”. Daniel 2:20
Se você ler o Capítulo 2 do livro de Daniel perceberá o perigo que Daniel e seus amigos (Sadraque, Mesaque e Abednego) corriam: o rei Nabucodonosor havia decretado a morte de todos os sábios da Babilônia, pois ninguém era capaz de cumprir o que ele havia exigido (Dn 2:10-13). Quando Daniel soube do decreto do rei ele se reuniu com seus amigos para clamarem a Deus (Dn 2:17-18). Estes quatro homens de Deus possuíam uma sabedoria inigualável, eles eram dez vezes mais doutos do que todos os sábios da Babilônia (Dn 1:19-20), mas parece que o rei Nabucodonosor havia se esquecido deles e não os procurou para apresentar seu caso: o rei queria saber a interpretação de um sonho que tivera. Ele recorreu aos magos, encantadores e outros sábios de seu reino. Isso lhe trouxe grande frustração, o levando a baixar o decreto mencionado acima.
Até aqui parecia o fim de Daniel, seus amigos e todos os sábios, mas numa noite Deus revelou o mistério do rei a Daniel (Dn 2:19). No v.18 eles oraram a Deus; e o Senhor ouviu os Seus servos e atendeu suas súplicas (Ver Sl 40:1). Daniel então foi ao encontro do rei para pôr fim a este caso. Daniel deixou claro ao rei que ninguém seria capaz de revelar este mistério, mas apenas o verdadeiro Deus (Dn 2:27-28); o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó. Ao ouvir a interpretação proferida por Daniel, Nabucodonosor caiu com o rosto em terra e reconheceu que o Deus que Daniel servia era real. Infelizmente o rei não levou muito a sério o seu discurso (Ver Dn 2:47), pois no Capítulo 3 ele manda fazer uma estátua de ouro para que todos a adorassem; e como os amigos de Daniel não se prostraram diante desta estátua, eles foram lançados numa fornalha de fogo a mandado do rei (Dn 3:14-27). Deus livrou estes homens diante do rei e à vista de todos os nobres da Babilônia. Mesmo depois de tudo isso, o rei Nabucodonosor continuava a seguir maus caminhos. No Capítulo 4 o rei passou por uma experiência que mudou sua vida completamente: ele viveu sete anos como um animal no campo, comendo ervas (Dn 4:28-32). A soberba em seu coração fez com que Deus lhe ensinasse que toda sabedoria e força vem dEle. Ao fim deste período, Nabucodonosor caiu em si, compreendendo a soberania de Deus: “Agora, pois, eu, Nabucodonosor, louvo, e exalto, e glorifico ao Rei do céu; porque todas as suas obras são retas, e os seus caminhos, justos; e Ele pode humilhar aos que andam na soberba” (Dn 4:37) (Ver também Dn 4:34-36).
A experiência de Nabucodonosor pode ser muito aplicada aos nossos dias, pois vemos reis, reinos, impérios, se exaltarem sobre a terra. A soberba e a vaidade a cada dia se multiplicam. Vemos muitos, que se dizem líderes, oprimindo o povo e edificando suas riquezas com mãos de ferro. As pessoas se consideram “deuses”, acham que são invencíveis e inabaláveis, mas este é um estilo perigoso de se viver. A soberba leva à queda. Nabucodonosor sentiu isso na pele.
Tudo que somos e o que temos vem de Deus: toda sabedoria e força vem dEle, somos apenas administradores de Suas dádivas. A inteligência do homem é um presente de Deus e podemos ver os benefícios em nossa sociedade: pela capacidade que vem de Deus o homem pode criar coisas que promovem qualidade de vida. Em contrapartida, vemos a mesma capacidade sendo empregada para difundir o mal e promover guerras e opressão. Devemos seguir o exemplo de Daniel, que louvou a Deus, reconhecendo que tudo vem de Suas mãos: “Seja bendito o nome de Deus para todo o sempre, porque são dEle a sabedoria e a força”. (Dn 2:20). O rei Nabucodonosor também chegou a este reconhecimento, mas apenas depois de passar por uma disciplina onde sua soberba foi vencida. Em 1 Pe 5:5 está escrito: “porque Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes”.
Em tempos onde o poder, a fama e as riquezas têm levado muitos à ruína, somos desafiados a vivermos com humildade, sendo gratos por tudo que Deus tem nos dado: “Seja a vossa vida isenta de ganância, contentando-vos com o que tendes; porque Ele mesmo disse: Não te deixarei, nem te desampararei” (Hb 13:5). Deus tem suprido todas as nossas necessidades. Não devemos buscar honrarias públicas, mas vivermos com humildade diante de Deus, para que a Seu tempo Ele nos exalte (1 Pe 5:6). Essa exaltação, porém, não é para nossa autopromoção, mas para a manifestação da glória de Deus, pois tudo vem dEle. E por último, mais um conselho: “lançando sobre Ele toda a vossa ansiedade, porque Ele tem cuidado de vós” (1 Pe 5:7).
“Porque dEle, e por Ele, e para Ele são todas as coisas; glória, pois, a Ele eternamente. Amém”. Rm 11:36

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