“Nós, porém,
oramos ao nosso Deus e pusemos guarda contra eles de dia e de noite”. Neemias 4:9
Sempre que estamos edificando uma obra surgem oposições. Neemias e o povo de Judá trabalharam na reconstrução dos muros de Jerusalém [que haviam sido destruídos pelos babilônicos na época em que Jerusalém caiu diante de Nabucodonosor, conforme a palavra do Senhor proferida pelo profeta Jeremias (2 Cr 36:15-21). Após os 70 anos de exílio, o povo judeu retornou a Jerusalém para edificar a cidade e o Templo, mas o muro da cidade ainda estava derribado. Foi então por intermédio de Neemias que esta obra de reconstrução saiu do papel e apesar das intensas oposições ela foi concluída em 52 dias (Ne 6:15)], mas eles enfrentaram muitas oposições das províncias vizinhas, que queriam impedir a obra a todo custo. Sambalate e seus aliados fizeram inúmeras tentativas malignas com o intuito de dispersar os trabalhadores, atemorizá-los e pressioná-los para que cessassem a edificação. Mas Neemias manteve-se firme diante das investidas dos inimigos. Quando as ameaças se intensificaram Neemias e os judeus adotaram medidas infalíveis: “Nós, porém, oramos ao nosso Deus” (Ne 4:9). A primeira estratégia dos judeus não foi comprar mais armas de guerra, nem alistar mais soldados; eles clamaram a Deus. Eles recorreram ao Único capaz de ajudá-los a concluir esta grandiosa missão. Os muros de Jerusalém possuíam um forte significado para aquele povo: os muros derribados eram sinônimos de uma grande desonra (Ne 2:17); os muros erguidos representavam força e proteção. A segunda estratégia foi: “e pusemos guarda contra eles de dia e de noite” (Ne 4:9), ou seja, a partir daquele momento todos foram convocados a vigiarem, estarem atentos e prontos para o combate (Ver Ne 4:13-23). Os edificadores trabalhavam com uma mão, e com a outra seguravam as suas armas (Ne 4:17).
As estratégias apresentadas acima são as mesmas que devemos usar em nossos dias, na edificação da nossa vida espiritual. A oração e a vigilância devem andar juntas: “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca” (Mt 26:41; Mc 14:38). Devemos também nos revestir com a armadura de Deus (Ef 6:11) para que possamos resistir nas dificuldades e permanecermos firmes (Ef 6:13):
“Estai, pois, firmes, tendo cingindo os vossos lombos com a verdade, e vestida a couraça da justiça; e calçados os pés com a preparação do evangelho da paz, tomando, sobretudo, o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno. Tomai também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus; com toda a oração e súplica orando em todo tempo no Espírito e, para o mesmo fim, vigiando com toda a perseverança e súplica, por todos os santos”. (Ef 6:14-18)
Estes versos apresentam um padrão completo que devemos adotar em nossa jornada cristã. Cada componente da armadura é indispensável. Não basta, porém, termos acesso a estes itens, devemos também aprender a manuseá-los com sabedoria. Para isso podemos pedir ajuda ao Espírito Santo para que aprendamos a usar cada parte da armadura com eficiência. Novamente observamos a importância da oração constante (1 Ts 5:17; Cl 4:2) e da vigilância.
À medida que avançarmos, nós enfrentaremos barreiras e obstáculos, mas devemos perseverar. Assim como Neemias e os judeus venceram aquele grande desafio, nós venceremos com o auxílio de Deus e todos os opositores serão envergonhados: “Quando todos os nossos inimigos souberam disso, todos os povos que havia em redor de nós temeram, e abateram-se muito em seu próprio conceito, pois perceberam que fizemos esta obra com o auxílio do nosso Deus” (Ne 6:16). Glória a Deus! Amém!

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